Buquê: o melhor amigo da noiva


Um dos momentos mais esperados de uma festa de casamento é a hora que a noiva joga o buquê para as solteiras. As amigas “encalhadas” ou aquelas que os namorados enrolam há muito tempo correm, pulam e até se estapeiam para alcançar o objetivo.
Mas será que essa tradição tão antiga é levada a sério pelas mulheres do século 21? Será que as solteiras conseguiram agarrar um marido após agarrar com todas as forças o buquê de uma noiva? Eu falei com esposas, noivas, namoradas e solteiras e perguntou: você acredita na lenda do buquê?

Já casadas

A nutricionista Daniele Ramos jogou um buquê de Santo Antônio
para as convidadas solteiras. Das oito que pegaram, três se casam este ano
A nutricionista Daniele Ramos acredita nessa tradição e se diz prova viva de que ela funciona. Ela agarrou o seu buquê em maio de 2007 no casamento de um primo. “Quando peguei o buquê, a noiva me fez calçar os sapatos que ela estava para dar sorte. E deu”. Daniele ficou noiva em dezembro de 2008, após quatro anos de namoro, e o casamento aconteceu em junho do ano passado.
Ela acredita tanto na tradição que em seu casamento resolveu inovar. Além do seu buquê de flores, jogou também para suas convidadas solteiras um buquê de Santo Antônio. Oito miniaturas do santo casamenteiro se espalharam entre as mãos ávidas por um marido. “Foi bem legal. Todas ficaram felizes e também deu muito certo. Das oito noivas que pegaram os santinhos que joguei, três se casam este ano”, conta.
Mas nem todas acreditam nesta tradição. A agente de inspeção Kayra Oliveira, que casou em agosto de 2011, garante que nunca pegou um buquê de noiva. “Nunca acreditei muito nessa coisa de pegar o buquê. Eu nunca peguei, nem buquê nem Santo Antônio, mesmo assim fiquei noiva em setembro de 2010 e casei no ano passado”, conta.
Mesmo sem acreditar, o buquê de flores foi muito importante para Kayra durante a celebração do seu casamento. “Para mim, particularmente, o buquê serviu para minha segurança, além de deixar o momento mais lindo. Carregar o buquê durante todo corredor da igreja foi a sensação mais segura e confiante que tive. Eu olhava para o buquê e parecia que nunca tinha visto rosas tão lindas quanto aquelas”, lembra. O buquê de Kayra também serviu como amuleto. “Dentro dele tinha uma folhinha de arruda para minha proteção. Acredito muito nisso”.
Kayra Oliveira colocou toda a energia positiva no buquê
que jogou para as amigas "encalhadas"
Para Kayra, assim como para as outras noivas, a brincadeira foi um dos pontos altos da festa. “O momento de jogar o buquê me surpreendeu, é mais legal do que eu imaginava. Eu passava toda minha energia positiva para ele. É o momento onde você realmente se sente casada”, conta.
Já a fisioterapeuta Mariana Costa acredita que jogar e pegar buquê de noiva é só um costume, mas pegou o buquê no casamento da tia e casou cinco anos depois. “Eu estava bem na frente e não imaginava que ia pegar, pois na maioria das vezes quem pega é quem fica mais no fundo. Estava namorando na época”, conta.
Mariana namorou por seis anos, ficou noiva há dois e, finalmente, se casou em abril deste ano. Foi a sua vez de jogar um buquê para as solteiras. “Eu achei muito divertido, pois fiquei curiosa para saber quem iria pegar o meu buquê. Olhei para as meninas e estavam todas alegres, pulando, gritando, foi um momento único”, conta a recém casada. A fisioterapeuta também jogou um sapo vestido de noivo. “Dizem que quando você der um beijo, ele vira um príncipe. É bem divertido também”, conta.
A fisioterapeuta Mariana Costa jogou um sapo encantado
A analista de controle de custos Vivian Rodrigues está casada há uma semana e, mesmo assim, não acredita na tradição. “Acho legal a brincadeira, mas não acredito. Nunca peguei um buquê”, explica. Contudo, ela admite que jogar o buquê para as amigas solteiras foi um momento importante em sua festa de casamento. “Foi um momento bem legal. É bem interessante ficar do outro lado da situação”, comenta.

Com um pé no altar

Quem está com a data marcada, mesmo sem acreditar na tradição, já está escolhendo um buquê bem bonito para contemplar uma convidada. A relações públicas Nathalia Fontes, que se casa em outubro deste ano, não acredita que a tradição é o que garante um casamento, mas acha importante a brincadeira. “Acho que esta tradição já faz parte das festas de casamento, é uma brincadeira divertida e não pode faltar”, comenta.
Mesmo não acreditando, Nathalia pegou três buquês de noiva. A primeira vez foi em dezembro de 2010. “Na verdade eu não peguei, ele que me pegou, acabou caindo na minha cabeça. Eu estava namorando e demorou menos de um ano para o noivado”, conta.
A segunda vez foi em junho de 2011. Nathalia pegou um dos oito Santo Antônio da nutricionista Daniele Ramos. “Era casamento da minha amiga e eu vou confessar que tive uma preferência na hora do lançamento do buquê, ela jogou todos os santos na minha direção para eu garantir pelo menos um. E acho que o santo ajudou, pois depois de dois meses a data do meu casamento estava marcada”, brinca.
E para confirmar, ela pegou o terceiro buquê em setembro do ano passado. “Era casamento da minha prima e mesmo com a data marcada fui participar da brincadeira e novamente fui a premiada”, conta.
A professora Karina Ferreira de Jesus também não acredita na tradição. “Nunca acreditei que um buquê pudesse influenciar se eu vou casar ou não”, explica. Mesmo assim, ela participa das brincadeiras pela diversão. “Eu já peguei, mas pegaram da minha mão. E quando eu peguei eu estava enrolada com outra pessoa”.
Hoje ela está com mais de três anos de namoro e há cinco meses está noiva. “Decidimos noivar com dois anos e oito meses de namoro, porém só concretizamos em janeiro (aniversário de namoro). Pretendemos nos casar em dezembro de 2013”, conta.
A publicitária Marcela Oliveira ganhou um
mini-véu e o buquê da noiva
A publicitária Marcela Oliveira acredita que pegar o buquê faz parte de uma grande superstição e que não influencia na hora de encontrar um noivo e marcar a data do casamento. Porém, sempre participa da brincadeira mesma que nunca tenha dado sorte de agarrar um buquê. “Sempre me arriscava na hora de tentar pegar, era empurrada, levava pisada nos pés, tocava na ponta de uma pétala, mas nunca peguei um buquê”, explica.
Mas este ano ela foi contemplada. Marcela e o noivo foram convidados para serem padrinhos de casamento de uma amiga de Belo Horizonte. A noiva jogou dois sapinhos para os convidados, mas o buquê de flores foi presenteado a amiga. “Depois de quatro anos sem nos vermos, ela me deu o buquê feito por ela mesma, com flores amarelas artificiais. Foi a coisa mais linda que já ganhei e pretendo casar com o buquê dela, se deu sorte pra ela imagina para mim”, conta.
Marcela namora há mais de cinco anos e há sete meses está noiva. Para planejar direito o seu casamento e a sua nova vida de casada, ela e o namorado, mesmo já noivos, vão demorar um pouco para casar. “Esperamos tanto tempo para noivar e iremos esperar um pouco mais para casar (em 2014). Sou uma planejadora por profissão, não custa nada planejar a vida por opção", explica.

As solteiras

Quem está sem namorado ou ainda não ficou noiva é o alvo principal desta tradição nas festas de casamento. E essa brincadeira é tão importante que várias novidades foram criadas para ela, como o buquê de Santo Antônio, o buquê de Piriguete (entre o noivo e os solteiros), o sapo, o véu para as solteiras, entre outros.
Mas até para quem ainda não está prestes a se casar, a tradição é só uma brincadeira. A engenheira Sabrina Dias, por exemplo, nem participa da brincadeira. “Não namoro, estou enrola há nove meses. Acho que é só uma tradição mesmo, nem participo”, conta.
Assim como a analista de logística Cintia Oliveira de Souza, que está em um namoro há cinco anos. “Não acredito. Para mim é apenas uma tradição. Eu não faço questão de participar da brincadeira, só participo quando alguém me empurra”, brinca.
A comerciante Aline Rodrigues também não acredita, mas gosta da brincadeira. “Nunca peguei um buquê, mas gosto de ver e saber que existem mulheres que ainda sonham em casar com o príncipe encantado e aquelas que jogam o buquê para dar sorte à próxima. Na hora, acaba dando vontade de participar da brincadeira, como se fosse um pingo de esperança”, comenta.
Para a jornalista Jaqueline Barbosa, o buquê não deu muita sorte. “Peguei o buquê há uns 5 anos e logo depois terminei o namoro”, conta. Ela não acredita na tradição, mas curte a brincadeira. “Deixa a festa mais divertida e acreditando ou não, é legal consegui pegar o buquê. É como se fosse uma gincana”, comenta.
Já a consultora de imagem Nathália Costa Etinger, namora há dois anos e ainda tem esperança de pegar o seu buquê. “Nunca peguei, mas acredito nesta tradição, sempre participo da brincadeira”, comenta.
Acreditando ou não, todas sabem o quanto é importante esse momento em uma festa de casamento. É como festejar a concretização do sonho e a noiva partilha isso com as amigas solteiras que, na maioria dos casos, ajudaram na hora da busca e da conquista de um pretendente.

2 comentários:

  1. Adorei a matéria!!
    Parabéns Luana!

    ResponderExcluir
  2. eu peguei e vou casar em breve e vou realizar esse sonho deus é pai!!!!! gostei muito da matéria muito bacana!!:D

    ResponderExcluir

Pesquisar este blog

Blogger Template Mais Template - Author: Papo De Garota